21 de Mai de 2009

Bioética

Eugenia, eutanásia, OGM, legalização do aborto, são temas relacionados com a bioética, ou seja, com a relação entre a vida (bios) e a ética (ethos).

Dever-se-á ter o direito de seleccionar características de um ser humano que ainda não nasceu? Isso dever-se-á aplicar apenas a genes despoletadores de doenças ou também ao aspecto exterior?

Deveria o aborto ser legal, para lá dos limites impostos legalmente, de modo a evitar gravidezes indesejadas, crianças posteriormente maltratadas, abandono e abuso? Ou o aborto é sempre, independentemente das razões, um assassinato?

Devemos aceitar e consumir OGM sob o argumento de que são uma forma de produção agrícola e pecuária barata, supostamente capaz de fazer face à fome mundial? Ou serão os OGM perigosos para a saúde e apenas uma forma de as grandes multinacionais, como a Monsanto, de impor os seus produtos ao Terceiro Mundo e a todos os agricultores, eliminando a biodiversidade?

A bioética estuda ou investiga as condições necessárias para que, na investigação científica e na tecnologia, a vida seja respeitada na sua dignidade e essência. Isto implica não só a medicina, como a biologia, a filosofia, como também a ecologia, já que a manutenção do meio ambiente e da qualidade das interacções entre os seres vivos assegurará a vida humana e a qualidade da mesma. Daí que a preocupação com os transgénicos (OGM) também possa ser alvo das preocupações, embora indirectamente, dada a responsabilidade que a ciência deve assumir pelas consequências de uma manipulação eventualmente abusiva da vida.

Os vídeos que se seguem afloram o tema e servem de reflexão.



15 de Mai de 2009

O papel das emoções

As emoções são fundamentais para a interacção humana. Vejam os vídeos abaixo:





8 de Mai de 2009

Método Científico

A Ciência distingue-se da mera opinião ou da crença porque se baseia em factos, necessariamente submetidos à experiência.
O Vídeo que se segue explica a metodologia científica muito bem. As legendas estão num português sofrível, mas enfim... salva-se o conteúdo.

8 de Mar de 2009

Crença verdadeira, justificada e... evidente?

Para se ter um conhecimento, de acordo com a teoria CVJ, teremos de estar em presença de uma crença verdadeira e justificada. Mas já Gettier provou que podemos ter uma crença com estas características sem que constitua, propriamente, conhecimento. O factor coincidência é que pode fazer-nos crer que, de facto, conhecemos algo. Então, talvez falte um 4.º factor.
Poderia ser a evidência, à maneira cartesiana? Se assim for, para sabermos que conhecemos realmente algo, teríamos de crer nesse algo, sabendo que é verdadeiro, justificando-o mas, acima de tudo, teria de ser evidente, tão evidente que não levantasse dúvidas.
Nesta hipotética definição de conhecimento, como ficaria a religião? Teremos algum enunciado religioso que obedeça a estas premissas? Segundo Dawkins, não. Vejam o vídeo que se segue e pensem um pouco.

25 de Fev de 2009

O Cérebro

Como já falámos muitas vezes nas aulas, o cérebro é como uma espécie de músculo que precisa de ser exercitado para manter o seu tónus, isto é, as suas faculdades. Leiam esta notícia do JN de hoje:

"Aparelhos criam cérebros preguiçosos
Má reserva cognitiva pode acelerar a ocorrência de doenças neurodegenerativas. Crianças que só interagem com máquinas arriscam-se a sofrer de distorções verbais e até de epilepsia

TELMA ROQUE


O uso desregrado das novas tecnologias pode ser meio caminho andado para uma má memória na velhice. O cérebro, não sendo um músculo, comporta-se como tal. Se não for usado, enferruja, alertam os especialistas.
"Se não se fizer alguma coisa já, teremos uma geração onde imperará a lei do menor esforço. Estamos a ficar escravos das máquinas. Sem estimulação, o cérebro ficará mais preguiçoso", alerta Manuel Domingos, coordenador da Unidade de Neuropsicologia do Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, e presidente da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia.
O cérebro parece estar a cair em desuso para muitas tarefas. Graças ao telemóvel, não é necessário memorizar números. As caixas registadoras fazem os trocos, enquanto o GPS retira a necessidade de ter "mapas mentais" ou pontos de referência. Poupa-se no cálculo e no raciocínio e corre-se o risco de alterar o funcionamento do cérebro, gerando massas cinzentas apáticas, atrofiadas.
Para o neuropsicólogo, as crianças são o grupo de maior risco. Na escola, o cálculo mental anda muito substituído pela calculadora. Em casa, são as consolas, os computadores e a televisão que captam as atenções, porque é mais seguro brincar em casa ou por falta de tempo dos pais, mergulhados nas lides domésticas.
Os circuitos cerebrais envolvidos na interacção com os outros ficam relegados para segundo plano, critica, por seu turno, Ana Queiroz, psicóloga no Porto. A má socialização, o isolamento, as distorções verbais, a dificuldade em interpretar mensagens verbais e de expressão são algumas das consequências nocivas para as crianças decorrentes dos excessos. A estes malefícios acrescem os casos extremos de fotossensibilidade, que podem até descarrilar em crises de epilepsia, quando os monitores passam a ser a única companhia diária.
"A culpa é da sociedade e dos planos de ensino, pelo mau uso que se dá às novas tecnologias e por não se estimular mais o cálculo mental. A escolaridade básica está a ficar muito dependente, escrava da maquinaria", diz o neuropsicólogo Manuel Domingos.
"Em vez de se fazer uma multiaprendizagem, restringem-se as actividades, penalizando a aprendizagem futura", reforça Ana Queiroz, lembrando a facilidade com que uma criança é capaz de aprender duas línguas em simultâneo e como pode ser demorado e difícil alfabetizar um adulto.
Na óptica dos especialistas, exercitar os neurónios enriquece o cérebro. É uma espécie de "seguro" de vida. Uma boa ou má reserva cognitiva será uma defesa ou um risco para a vida futura.
"Fala-se da estimulação cognitiva para prevenir doenças degenerativas, utiliza-se a mesma nessas doenças como forma de atrasar o processo. No entanto, no dia-a-dia, com todos os facilitismos à disposição, não implementamos comportamentos que nos ajudariam a manter as nossa capacidades em constante desenvolvimento. Prevenir nunca fez mal a ninguém", sustenta Ana Queiroz. "

20 de Fev de 2009

Agressividade aprendida

As experiências de Bandura demonstraram que quando crianças observam comportamentos agressivos, tendem a reproduzi-los quando lhes são dadas condições para tal. O vídeo que se segue demonstra isso (está em espanhol mas percebe-se bem e também permite aos alunos com essa disciplina de praticarem o que aprendem :-).
Porém, fica a questão: será que podemos explicar a agressividade exclusivamente pelo contacto com a violência observada? Como explicar, então, que haja crianças que, apesar de verem actos agressivos, não os reproduzem? E aquelas que, crescendo em ambientes pacíficos, desenvolvem condutas agressivas? Para pensar.

Aprendizagem social

Segundo Albert Bandura, o ser humano aprende essencialmente pela observação do comportamento dos outros. No caso das crianças, os pais são os modelos comportamentais mais importantes, pelo que a conduta destes é imitada, em especial se for reforçada socialmente.
Este vídeo ilustra exactamente a teoria da aprendizagem por observação e imitação. Para ver e pensar nas consequências dos nossos actos.