Dever-se-á ter o direito de seleccionar características de um ser humano que ainda não nasceu? Isso dever-se-á aplicar apenas a genes despoletadores de doenças ou também ao aspecto exterior?
Deveria o aborto ser legal, para lá dos limites impostos legalmente, de modo a evitar gravidezes indesejadas, crianças posteriormente maltratadas, abandono e abuso? Ou o aborto é sempre, independentemente das razões, um assassinato?
Devemos aceitar e consumir OGM sob o argumento de que são uma forma de produção agrícola e pecuária barata, supostamente capaz de fazer face à fome mundial? Ou serão os OGM perigosos para a saúde e apenas uma forma de as grandes multinacionais, como a Monsanto, de impor os seus produtos ao Terceiro Mundo e a todos os agricultores, eliminando a biodiversidade?
A bioética estuda ou investiga as condições necessárias para que, na investigação científica e na tecnologia, a vida seja respeitada na sua dignidade e essência. Isto implica não só a medicina, como a biologia, a filosofia, como também a ecologia, já que a manutenção do meio ambiente e da qualidade das interacções entre os seres vivos assegurará a vida humana e a qualidade da mesma. Daí que a preocupação com os transgénicos (OGM) também possa ser alvo das preocupações, embora indirectamente, dada a responsabilidade que a ciência deve assumir pelas consequências de uma manipulação eventualmente abusiva da vida.
Os vídeos que se seguem afloram o tema e servem de reflexão.